Rio Verde registra redução no índice de acidentes de trânsito
Agência Municipal de Mobilidade e Trânsito - AMT - 21/12/2018 às 11:05

Diminuição é registrada em relação aos dados antes do Plano de Mobilidade Urbana
 

Foto: Renato Guerreiro
 
Com a implantação do plano de mobilidade urbana, acidentes têm sido cada vez menos frequentes em Rio Verde. De acordo com dados apurados pela Agência Municipal de Mobilidade e Trânsito - AMT, os números médios anuais até o ano de 2016 eram de 3.965 acidentes. Em 2017 ocorreram 2.950 acidentes (redução de 25,60%) e em 2018 a estimativa é de que o índice fique em torno de 2.447 acidentes (foram 2.040 contabilizados até outubro), uma diminuição estimada de 17,05% em relação ao ano anterior. Sendo assim, de 2017 a 2018 a redução prevista é de 38,28% em comparação com os anos anteriores à implantação do plano. 
 
Os números são baseados nos boletins registrados pela AMT (em casos de acidentes sem vítima) e pela Polícia Militar (em casos de acidentes com vítima). Considerando somente os acidentes com vítimas, a redução também foi significativa, de 768 (média anual até o ano de 2016) para uma quantidade estimada de 477 em 2018 (até outubro foram registrados 398 acidentes do tipo), registrando uma queda de 37,89%.
 
Vale ressaltar que esses valores são ainda mais significativos se considerar o crescimento da frota no período. Em julho de 2016, o número de veículos registrados na cidade era de 127.021 e, no mesmo mês de 2018, 137.456, um aumento de quase 8%, sem considerar os demais veículos de frota flutuante, ou seja, aqueles que circulam pela cidade, mas não são registrados aqui.
 
Foto: Renato Guerreiro
 
A gerente de engenharia e sinalização de trânsito da AMT, Talita Caetano, comenta que a redução de acidentes é um dos principais objetivos do plano de mobilidade, inclusive com a aplicação da nova sinalização de trânsito, baseada em um estudo para reduzir em 60% o índice de acidentes, mas que é preciso a colaboração da população para atingir e superar essa meta.
 
“Essa redução de acidentes engloba sentido de circulação das vias, sinalização nova, elaboração de obras, mas não basta simplesmente nós implantarmos melhorias se a população, se os motoristas, não respeitam a sinalização, para a gente atingir esse sucesso a educação no trânsito é fundamental”, afirma Talita.
 
Foto: Tayson Diego
 
 
Por falar em educação dos pedestres e motoristas, a coordenadora de educação para o trânsito da AMT, Regina Lúcia Almeida, reforça as atividades de conscientização realizadas pela agência em escolas, empresas e nas ruas. “Nós estamos com ações voltadas para a direção defensiva e respeitar a sinalização de trânsito, nós vamos continuar com as campanhas de educação para o trânsito por que se todos nós tivermos mais atenção, mais responsabilidade, a redução vai ser maior”, declara a coordenadora.
 
 
 
Fotos: Renato Guerreiro
 
 
AMT também registra redução nos registros de infrações
 
Considerando as infrações registradas no trânsito pela AMT, ou seja, através da fiscalização dos agentes, em 2017 foram 14.939 infrações registradas, já em 2018 foram 8.553 até o mês de novembro. Tanto neste ano quanto no ano passado, as maiores quantidades de infrações foram por falta de cinto de segurança, um dado alarmante já que o cinto é a principal garantia de segurança em caso de acidentes. Infrações de condutores e passageiros sem cinto de segurança foram 2.812 em 2017 e 1.551 em 2018.
 
Foto: Renato Guerreiro
 
Em segundo lugar ficam as multas referentes a estacionamento irregular: na área verde foram registradas 2.664 infrações em 2017 e 1.227 em 2018; estacionamento irregular em local proibido por sinalização foram 1.330 em 2017 e 756 em 2018; estacionamento irregular em vagas reservadas ou para pessoas com necessidades especiais foram 472 infrações em 2017 e 427 em 2018.  Já o estacionamento em fila dupla, foram 618 em 2017 e 313 em 2018.
 
Em terceiro lugar, ficam as multas referentes ao uso de celular no trânsito em três enquadramentos: manusear, segurar e falar. Em 2017 foram 1.851, em 2018 foram 1.261 até o último mês. Vale ressaltar que estes dados não consideram as infrações registradas pelos radares, como avanços semafóricos e excesso de velocidade.
 
 
Texto: Pedro Cabral


Assessoria de Imprensa
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